Setor Cultura da Comissão para Cultura e Educação da CNBB celebra o Dia Nacional das Artes

Nesta quinta-feira, 12 de agosto, celebra-se no Brasil o Dia Nacional das Artes, data criada para comemorar todas as linguagens da arte. De acordo com a Fundação Nacional de Artes (Funarte), – instituição federal responsável por formular e desenvolver políticas de incentivo e difusão das artes no Brasil, a arte é uma importante atividade econômica, com extensa rede produtiva, que gera emprego e renda.

Ainda segundo a Funarte, as artes estão englobadas em diversas áreas, como circo, dança, teatro, música, artes visuais e artes integradas, bem como em novas linguagens e na economia criativa. A arte também está presente nos eixos de evangelização da Igreja Católica no mundo nos diversos campos da sociedade.

No Brasil, o Setor Cultura da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), destaca que na atualidade há uma construção e uma necessidade de fomento, preservação e valorização, nos âmbitos, da arte e da cultura presentes na história da ação evangelizadora da Igreja.

Para atender esta demanda foi proposta a criação e articulação da Pastoral das Artes e dos Artistas, que fiel à missão da Igreja, deverá ter uma sensibilidade estética unida essencialmente a uma sensibilidade cristã, explica o do Setor Cultura e Bens Culturais da CNBB, padre Luciano Silva.

“A fecunda aliança entre a Arte e a Mensagem Cristã pretende tornar mais eficaz a ação evangelizadora e a transmissão da beleza da fé cristã”, ressalta o padre.

Para o Setor Cultura, fazem parte das expressões de arte: Música, Literatura, Escultura, Arquitetura, Teatro, Dança, Cinema (audiovisuais), Pintura, Desenho, Ícone, Vitral, Mosaico e Artesanato.

De acordo com padre Luciano, a proposta da Pastoral das Artes e dos Artistas é suscitar o diálogo da Igreja com os artistas, favorecendo uma aliança fecunda entre o Evangelho e as Artes, tendo presentes as novas realidades que caracterizam a contemporaneidade.

“A ideia é propor modalidades de capacitação e formação através de cursos com artistas diversos que estejam sintonizados com os valores da fé católica e do humanismo cristão em geral.  Articular as atividades e serviços de forma orgânica em vista das diversas expressões culturais e artísticas”, destaca o assessor.

Para a Funarte, “arte é conceito interdisciplinar, que tem desafiado, ao longo do tempo, tentativas de definição. O conjunto das manifestações artísticas vai desde a arte popular — em muitos casos, de tradição milenar —; passa pelos estilos clássicos; e chega ao moderno e ao contemporâneo; em incessante transformação”, ressalta a definição da fundação.

Preservação da arte e do Patrimônio Cultural

Do ponto de vista dos Bens Culturais da Igreja também existe o trabalho que vem sendo desenvolvido de organização, valorização, preservação e promoção da arte. O Setor Bens Culturais da comissão para a Cultura e a Educação da CNBB tem esse papel de cuidar, fomentar e manter a preservação do patrimônio material e imaterial da Igreja no Brasil.

Segundo padre Luciano Silva, que também assessora o Setor Bens Culturais da comissão para Cultura e Educação da CNBB, a Igreja no Brasil trabalha, atualmente, com duas importantes frentes de fomento e preservação da arte.

“A Igreja no Brasil se preocupa através da Pastoral das Artes dos Artistas, a produção atual de arte, ou seja, o trabalho com os artistas atuais e por meio do Setor bens Culturais, com a assinatura do acordo entre o IPHAN e a CNBB, se preocupa com a preservação da arte sacra produzida, que é para nós patrimônio cultural”, pontua o padre.

Assinatura do acordo

No dia 16 de junho de 2021, a CNBB e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) assinaram o inédito e histórico Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que estabelece uma parceria para realizar ações conjuntas de preservação e valorização do Patrimônio Cultural sob gestão da Igreja Católica no Brasil.

O acordo estabelece um conjunto de ações, que vão desde o diagnóstico dos bens tombados a ações educativas, passando ainda pela identificação desse Patrimônio Cultural, estabelecimento de diretrizes para intervenções, fomento à conservação e capacitação de colaboradores para a gestão de imóveis e acervos.

Fonte: Portal CNBB

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