COMISSÃO PARA CULTURA E EDUCAÇÃO DA CNBB SE REÚNE PARA AVALIAR 2020 E TRAÇAR ATIVIDADES DOS SEUS SETORES PARA 2021

Membros da Comissão Episcopal para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniram on-line, nesta quarta-feira, 17 de março. Além do arcebispo de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão, dom João Justino de Medeiros, estiveram presentes três bispos referenciais e os assessores dos cinco Setores (Educação, Universidades, Cultura, Ensino Religioso e Bens Culturais).

Na pauta, o resultado final dos trabalhos dos temas prioritários 2020 de cada setor e as atividades dos setores para 2021, um debate sobre a Campanha da Fraternidade 2022, que terá como eixo central a “Educação” e a realização da II Reunião dos Colaboradores Nacionais da comissão, que vai acontecer, online, nos dias 23 e 24 de abril. A temática desta reunião será “a Pastoral nos ambientes de educação e cultura no contexto da pandemia da Covid-19”.

Ainda no encontro foi discutido um acordo que está sendo elaborado entre o Setor Bens Culturais e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para cooperação técnica de trabalho conjunto entre as instituições.

Na reunião, também foi formado um grupo de trabalho com bispos e peritos de diferentes áreas que vão produzir o texto central sobre a temática da educação, do ensino básico ao superior para colaborar na preparação do texto-base da Campanha da Fraternidade 2022. Também foi refletido pelo grupo, como será a preparação dos setores da comissão para a acolhida dos cristãos leigos e leigas que vão se sentir motivados para atuar nos ambientes educativos a partir da proposta da CF 2022.

Dom João Justino. Foto: CNBB

“A reunião foi marcada pela escuta dos bispos e assessores que atuam nos cinco setores da Comissão. Alegra-me reconhecer que, não obstante os desafios da pandemia, toda a Comissão tem se desdobrado com criatividade para continuar sua missão. Desse tempo difícil há frutos significativos, novas perspectivas e interessantes aprendizados”, destacou o presidente da comissão, dom João Justino de Medeiros.

Resultado dos temas prioritários 2020

  • Setor Educação – Preparou um conjunto de reflexões e publicou um e-book com reflexões sobre a Pastoral da Educação na Escola Pública.
  • Setor Universidades – Está produzindo um subsídio sobre um ‘Serviço de Escuta Universitário’ para trabalhar o tema da saúde mental na educação superior.
  • Setor Cultura – Deu início à formulação para a criação e implementação da Pastoral Nacional das Artes e dos Artistas.
  • Setor Ensino Religioso – Está finalizando um subsídio sobre o tema do ensino confessional.
  • Setor Bens Culturais – Está elaborando um subsídio para de captação de recursos no setor privado para o fomento à cultura da promoção, recuperação e salvaguarda de bens culturais.

Atividades dos Setores 2021

  • Setor Educação –  Trabalhará na elaboração de “itinerários formativos para os educadores”.
  • Setor Universidades – Aprofundará o impacto da pandemia novos ensinos (EAD, ensino híbrido, ensino remoto) com estudantes, professores e toda a comunidade acadêmica.
  • Setor Cultura – Trabalhará o tema dos “diálogos das culturas e a fraternidade universal” inspirado na provocação feita pelo Papa Francisco na Encíclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e a amizade social.
  • Setor de Ensino Religioso – Trabalhará na recepção do estudo sobre a confessionalidade do ensino religioso realizado nos 18 regionais da CNBB.
  • Setor Bens Culturais – Continuará o diálogo intergovernamental em âmbito nacional e local com as instituições do governo que cuidam dos bens patrimoniais.
Padre Danilo Pinto. Foto CNBB

Segundo o assessor do Setor Universidades da Comissão para a Cultura e Educação da CNBB, padre Danilo Pinto, a avaliação da comissão foi positiva diante do caminho percorrido em um ano de pandemia e ao mesmo tempo foi reconhecido os novos desafios para a ação pastoral nesse ano no qual o país ainda enfrenta a pandemia da Covid-19.

“Esse encontro marcou a aferição de uma mudança que fomos obrigados a fazer no começo do ano passado por conta da pandemia do coronavírus. Vimos que mesmo com as limitações financeiras para a atuação nesse tempo, nós conseguimos desenvolver muitas coisas, inclusive, encontrar novos caminhos para desafios antigos que tínhamos com a experiência da formação dos agentes”, ressaltou.

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