Plano de trabalho da Comissão de Bens Culturais é aprovado no Conselho Permanente

Foi aprovado o plano de trabalho da Comissão Episcopal Pastoral Especial para os Bens Culturais da Igreja no Brasil, no segundo dia de reunião do 94º Conselho Permanente da CNBB, 26 de outubro, em Brasília.

O planejamento foi feito em três momentos de trabalho com os membros da comissão, na cidade de Aparecida do Norte, no dia 03 de maio, no contexto da Assembleia Geral da CNBB, na cidade de Belo Horizonte, no dia 11 de maio, e, na cidade de Brasília, no dia 07 de agosto.

Conforme projeto da comissão, o organismo “tem como missão promover o conhecimento, a conservação, a valorização cultural e evangelizadora dos bens culturais e imateriais da Igreja. Trabalhará pela proteção desses bens e incentivará a formação de especialistas em Bens Culturais, por meio de parcerias com Universidades, Faculdades Católicas e Escolas de Arte”.

O plano de trabalho foi desenvolvido, a partir de duas linhas de trabalho, a saber, formação e articulação. Ao todo, foram aprovados nove projetos, cinco de formação e quatro de articulação. Estes projetos se materializarão em vinte e nove atividades, que pretendem ser desenvolvidas no primeiro biênio de trabalho. Para D. João Justino, presidente da comissão, “o projeto delineia o que nos caberá no contexto deste imenso país onde urge o cuidado com os bens culturais não apenas da Igreja, mas também o empenho por políticas públicas que defendam o patrimônio cultural brasileiro e promovam a sua sustentabilidade”.

Os projetos envolvem a publicação de documentos, o relacionamento dos bens culturais com as mídias de massa e as novas gerações, a formação dos ministros ordenados, formações e pesquisas acadêmicas no horizonte patrimonial, o acompanhamento das comissões diocesanas e regionais para os Bens Culturais, o mapeamento, inventariação e catalogação dos bens culturais, bem como, a cooperação com iniciativas de proteção.

Criação da Comissão

Comissão Episcopal Pastoral para os Bens Culturais foi criada em abril de 2017, após escuta do Conselho Permanente da CNBB. Até o presente momento, o trabalho com os Bens Culturais da  Igreja no Brasil era realizado de modo supletivo pelos Setores de Cultura e de Espaço Litúrgico da CNBB. Estes setores, por meio dos seus assessores, Pe. Thiago Faccini e Prof Josimar Azevedo, colaboraram com a construção do plano de trabalho da nova comissão.

A comissão é composta por D. João Justino de Medeiros Silva, arcebispo Coadjutor de Montes Claros e presidente da comissão, D. Frei Antônio Muniz, arcebispo de Maceió e D. Gregório Paixão, bispo de Petrópolis. O organismo também conta com o Pe. Danilo Pinto dos Santos, da Arquidiocese de Salvador, como assessor, e com o Pe. Helton Ferreira Rodrigues, da Diocese de Divinópolis, como perito.

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