Equipe de Avaliação, Investigação e Estatística do Setor Universidades se reúne no Rio de Janeiro

Entre os dias 20 e 22 de outubro, aconteceu a primeira reunião da equipe de Avaliação e Investigação Social e Estatística Religiosa do Setor Universidades, no Centro de Acolhida N. Sra. da Assunção, no Rio de Janeiro. O objetivo da reunião foi subsidiar com estudos e pesquisa os projetos do Setor Universidades, por meio da análise das estatísticas do Ensino Superior no Brasil e dos dados pastorais do Setor Universidades. Nesta reunião, foram trabalhados os seguintes temas: Avaliação do Setor Universidades (2015.2 – 2017.1), Panorama do Ensino Superior no Brasil 2016, Educação a Distância, Estudantes Estrangeiros, Estudantes com Necessidades Especiais, Ensino Superior no Centro – Oeste e no Norte do país.

No primeiro dia de trabalho, Eneida Bonfim, coordenadora da Pastoral Universitária da Diocese de Caetité – BA e aluna da UNEB, e responsável pelas avaliações do Setor Universidades, apresentou o resultado do questionário, inspirado na Análise de SWOT, para o ano de 2015.2 – 2017.2. Os dados foram decupados e discutidos pelo grupo, a fim de definir a estratégia pastoral para o biênio de 2017.2 – 2019.1. Os colaboradores do Setor Universidades da CNBB irão receber um relatório, que será trabalhado no VII Encontro Nacional dos Colaboradores do Setor Universidades da CNBB.

O mestrando de Ciências Políticas da UFMG, Ismael Deyber, articulador do regional L2, apresentou o Panorama do Ensino Superior no Brasil para 2016, com enfoque quantitativo e territorial, e fez uma prospecção para o ano de 2022. As estatísticas foram levantados do Censo de Ensino Superior (INEP) e do Mapa do Ensino Superior no Brasil (SEMESP). A análise foi feita à luz da dinâmica do Ensino Superior no Brasil e sua trajetória recente de afirmação e estruturação das políticas. Na análise, foram pontuados os desafios e possibilidades para a ação evangelizadora no Ensino Superior. A análise será apresentada no I Seminário da Ação Evangelizadora no Ensino Superior, atividade preparatória à revisão do Estudo 102 da CNBB, o Seguimento de Jesus e a Ação Evangelizadora no Ambiente Universitário.

A Profa Ivana Maciel da FUNDEC – Santa Fé do Sul, articuladora regional do S1, apresentou dois estudos sobre os estudantes estrangeiros e estudantes com necessidades especiais, presentes no país. Atualmente, consta o número de 15.803 estudantes estrangeiros no Ensino Superior no Brasil de 174 nacionalidades. A UNILAB (Ceará), UNILA (Paraná), UNIP (São Paulo), USP (São Paulo) e UNESA (Rio de Janeiro) são as cinco instituições brasileiras que mais receberam estudantes internacionais, em 2016. Com o que diz respeito aos estudantes com necessidades específicas, foi observado que, de 2004 a 2016, passaram de 0,12% para 0,46% de estudantes com deficiência. As três deficiências mais presentes entre os estudantes brasileiros são de deficiência física, baixa visão e auditiva. A análise foi feita, a partir das Notas Estatísticas INEP. Expostos os assuntos foram discutidas as perspectivas pastorais para os dois setores.

Ainda na parte da tarde, do segundo dia de trabalho, o Prof. Rodrigo Félix da UERJ, articulador do regional L1, apresentou os dados referentes à Educação a Distância no Brasil. O expositor observou que, a realidade que sustentou o pouco crescimento do Ensino Superior no Brasil, de 2015 para 2016, foi a Educação a Distância. Houve um aumento de 20% nas matrículas da Educação a Distância. Dentre os cursos mais procurados na modalidade EAD estão os cursos de Gestão de pessoas / RH, Empreendedorismo, Gestão Logística, Administração Pública e Gestão Ambiental. A exposição foi seguida pela discussão dos desafios pastorais neste âmbito. O expositor ainda apresentou a experiência da Pastoral Universitária da Diocese de Campos, no Rio de Janeiro, com acadêmicos de Educação a Distância.

No terceiro dia de trabalho, foram estudados o Ensino Superior nas regiões Centro Oeste e Norte do país, pelo Prof. Pe. Danilo Pinto da UCSal. As duas regiões ocupam quarto e quinto lugar no ranking das IES e matrículas, respectivamente, 236 IES com 618 mil matrículas no Centro Oeste e 151 IES com 474 mil matrículas no Norte. Como é sabido, a região Centro Oeste abriga os regionais CO, O1 e O2 e o a região Norte comporta os regionais NO, N1 e N2. O expositor observa que não existem IES em toda a geografia eclesial regional, qual seja, cada uma das dioceses que compõem os regionais da CNBB, mas existem pólos universitários concentrados em algumas regiões. Na exposição, foram levantados dados importantes para a articulação nas duas regiões do país, a partir do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2017, do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos Ensino Superior (SEMESP). A exposição foi concluída com a apresentação do processo de articulação do regional N1 da CNBB, que corresponde à parte do estado do Amazonas e do estado de Roraima.

A equipe de Avaliação, Investigação e Estatística tem a tarefa de fazer o cruzamento dos dados estatísticos universitários com os dados eclesiais da evangelização no Ensino Superior. Para o Pe. Danilo Pinto, assessor do Setor Universidades, “a equipe de avaliação, investigação e estatística do SU é como a agulha de uma bússola que aponta para o Norte. E, o Norte revela, para os agentes de Pastoral Universitária, o direcionamento da ação evangelizadora no ambiente universitário do Brasil”. Nos meses de novembro e dezembro, serão publicadas matérias mais aprofundadas sobre cada um destes temas discutidos no encontro, no site do Setor Universidades.

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